Fórmula
Peso da categoria = Gasto mensal ÷ Gasto total × 100 Contribuição = Peso × Variação ÷ 100 Inflação pessoal = Σ Contribuições de cada categoria
Perguntas Frequentes
O que é inflação pessoal?
É a variação média ponderada dos preços dos itens que VOCÊ consome, usando os pesos do SEU orçamento. O IPCA usa uma cesta de consumo "média" do brasileiro — mas se você gasta 40% com aluguel e o IPCA pesa moradia em 15%, sua inflação é diferente. Quem gasta mais com saúde e educação (itens que sobem acima do IPCA) tende a ter inflação pessoal maior.
Como saber a variação de cada categoria?
Use o IPCA desagregado do IBGE (disponível no site do IBGE ou no app do Banco Central). Ele mostra a variação de cada grupo: alimentação, transportes, saúde, educação, etc. Ou use sua própria percepção: se o aluguel subiu de R$ 2.000 para R$ 2.160, a variação foi 8%. Se a conta de luz subiu 15%, use 15% para energia.
Por que minha inflação é diferente do IPCA?
Porque o IPCA pondera pela média nacional de consumo das famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos. Se você é mais rico, gasta proporcionalmente mais com serviços (que sobem mais) e menos com alimentos (que oscilam). Se é mais pobre, alimentação pesa mais. Localização também importa: aluguéis em São Paulo sobem diferente do interior.
Posso ter inflação pessoal negativa?
Sim, se os itens mais pesados no seu orçamento caíram de preço. Exemplo: se gasolina e energia caem (como aconteceu em 2022 por desonerações), e você gasta muito com transporte e energia, sua inflação pessoal pode ser negativa mesmo com o IPCA positivo. É raro, mas possível.
Para que serve saber minha inflação pessoal?
Para planejar: se sua inflação é 8% e seus investimentos rendem 10%, seu ganho real é ~2% — não os 5,5% que pareceriam olhando o IPCA de 4,5%. Também ajuda a identificar onde estão os "vilões" do orçamento e ajustar gastos. E é essencial para negociar reajuste salarial: "o IPCA foi 4,5% mas meus custos subiram 7%".