Resumo
PGBL: deduz até 12% da renda no IR. No resgate, IR sobre o TOTAL. VGBL: sem dedução. No resgate, IR só sobre o RENDIMENTO. Tabela regressiva: 0–2 anos: 35% | 2–4: 30% | 4–6: 25% 6–8: 20% | 8–10: 15% | 10+: 10%
Perguntas Frequentes
Quando o PGBL é melhor que o VGBL?
PGBL compensa quando você: (1) faz declaração completa do IR, (2) tem renda tributável suficiente para usar a dedução de 12%, e (3) pretende ficar pelo menos 10 anos (tabela regressiva a 10%). A mágica do PGBL é reinvestir a economia fiscal: se sua alíquota marginal é 27,5% e você aplica R$ 12 mil/ano, economiza R$ 3.300 de IR por ano — e esse dinheiro rende juros compostos por décadas.
E se eu fizer declaração simplificada?
Nesse caso, o PGBL NÃO faz sentido — a dedução de 12% só funciona na declaração completa. Vá de VGBL: paga IR só sobre o rendimento no resgate, sem benefício fiscal durante a acumulação. Ou melhor: compare VGBL com investimentos diretos (CDB, Tesouro, ETFs), que podem ser mais eficientes se a taxa de administração do fundo for alta.
O que é a tabela regressiva?
No PGBL/VGBL, você escolhe entre tabela regressiva ou progressiva NO MOMENTO DA ADESÃO (não dá para trocar depois). Regressiva: alíquota começa em 35% (até 2 anos) e cai 5 pontos a cada 2 anos, até 10% (após 10 anos). Progressiva: mesma tabela do IRPF (0% a 27,5%). Para prazos longos (>10 anos), a regressiva quase sempre vence.
A taxa de administração importa muito?
Sim, e MUITO. Uma taxa de 2% a.a. vs 0,5% a.a. sobre 20 anos pode custar 25-30% do saldo final. Fundos de bancos grandes costumam cobrar 1,5-3% (abusivo). Fundos de corretoras e gestoras independentes cobram 0,3-1%. A regra: se a taxa > 1%, procure alternativas. O benefício fiscal do PGBL pode ser anulado por uma taxa de administração alta.
PGBL e VGBL entram no inventário?
Depende do estado. Em muitos estados, VGBL NÃO entra no inventário (é tratado como seguro, não herança) — o beneficiário recebe direto, sem ITCMD. PGBL é mais controverso: alguns estados cobram ITCMD. Por isso, VGBL é usado para planejamento sucessório. Mas atenção: aportes feitos nos últimos 5 anos antes do falecimento podem ser contestados.
Posso ter PGBL e VGBL ao mesmo tempo?
Sim, e é uma estratégia comum. Coloque até 12% da renda tributável no PGBL (para usar a dedução). O que sobrar, coloque no VGBL (sem dedução, mas IR só sobre rendimento). Assim você maximiza o benefício fiscal sem ultrapassar o limite útil do PGBL.